Uma crise de resultados coloca Fernando Diniz no olho do furacão durante sua passagem pelo Vasco. A equipe atravessa sua pior fase no Campeonato Brasileiro com cinco derrotas consecutivas, comprometendo uma campanha que parecia promissora após sequência positiva de quatro vitórias.

O momento é particularmente preocupante pelo desequilíbrio perceptível entre setores. O sistema defensivo apresenta vulnerabilidades alarmantes, tendo sofrido 11 gols nestes cinco jogos enquanto o ataque conseguiu balançar as redes adversárias apenas uma vez.

A diretoria vascaína, no entanto, mantém apoio firme ao técnico. O presidente Pedrinho, declarado admirador do “dinizismo”, parece disposto a honrar a confiança que foi fundamental para trazer o treinador ao clube.

Além do mais, a situação atual não é novidade. Afinal, também sob o comando de Diniz, o time superou jejum de sete partidas sem vencer após a pausa do Mundial de Clubes. Assim, a diretoria aposta que esta capacidade de resiliência poderá se repetir, evitando medidas mais drásticas que poderiam desestabilizar o projeto em andamento na reta final da temporada.

Os próximos dois compromissos em São Januário assumem caráter decisivo para o futuro de Diniz no comando técnico. Diante de Internacional e Mirassol, o Vasco precisa urgentemente interromper esta espiral negativa para recuperar a confiança do elenco antes das semifinais da Copa do Brasil contra o Fluminense em dezembro.

Após cogitar uma possível vaga na pré-Libertadores de 2026, o Gigante da Colina agora luta para permanecer na Série A e seguir pelo menos dentro da zona de classificação para a Copa Sul-Americana do ano que vem.