A polêmica demissão ou saída por vontade própria de Ramón Díaz ainda repercute no Vasco. Nesta terça-feira (27), a FIFA condenou o clube a pagar os valores devidos por multa e verba rescisória. A informação é de Venê Casagrande.

Depois de uma derrota por 4 a 0 para o Criciúma, a única certeza aos torcedores foi que Ramón Díaz não comandaria mais o Vasco. As dúvidas sobre o processo de saída, porém, surgiram e permanecem até hoje.

Ramón Díaz e Emiliano Díaz entraram com uma ação contra o Vasco. Na versão dos argentinos, eles foram demitidos pela diretoria. Na história dos dirigentes, a decisão de sair do clube foi do próprio treinador e assistente.

A FIFA ficou ao lado da família Díaz. O Vasco precisa pagar cerca de R$ 30,5 milhões. R$ 15.715.072,60 de multa, e R$ 866.528,36 de verbas rescisórias a Ramón Díaz. R$ 13,3 milhões de multa, e R$ 644.863,87 de verbas rescisórias a Emiliano.

Em nota, o Vasco afirmou que estuda entrar com recurso junto ao Tribunal Arbitral do Esporte. Caso a FIFA mantenha a punição, a diretoria tentará responsabilizar quem geria o clube à época: a 777, a A-CAP, o ex-CEO do clube, Lúcio Barbosa, e a ex-CFO, Katia dos Santos.

Confira nota oficial:

“O Vasco da Gama SAF informa que acaba de ser notificado da decisão proferida pela FIFA nos processos movidos por Ramon Diaz e Emiliano Diaz. Esta decisão decorre do pedido de demissão de ambos, ocorrido em 27 de abril de 2024, período em que a 777 Partners exercia o controle acionário da SAF e a gestão era conduzida por executivos por ela nomeados.

O Vasco da Gama SAF estuda a possibilidade de eventual recurso junto ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS). Ressaltamos ainda que na hipótese de manutenção da decisão, eventual crédito decorrente desse processo será direcionado ao pagamento de credores no âmbito da Recuperação Judicial.”