Depois de uma classificação suada nos pênaltis diante do Operário-PR, pela Copa do Brasil, o Vasco teve um assunto extra-campo que movimentou a noite: um gesto do atacante Loide Augusto durante o jogo. O angolano levou a mão ao ouvido após acertar um belo chute, defendido pelo goleiro Elias. Muitos torcedores interpretaram a cena como uma provocação à Diniz.

Ao fim da partida, o técnico do Vasco foi direto, mas manteve o tom pacífico. Disse que não entendeu bem o que aconteceu, que estava mais preocupado em orientar o jogador e que nem conseguiu interpretar o gesto no calor do jogo. Segundo o técnico, a intenção era apenas acalmar Loide, já que a arquibancada estava pegando no pé dele. O treinador também afirmou que pretende conversar com o atleta com calma nos próximos dias.

“Da minha parte, não aconteceu nada. Nem vi exatamente o gesto que ele fez. O pessoal comentou, e eu estava tentando passar orientações para acalmá-lo, já que a torcida demonstrava insatisfação. Minha intenção era ajudá-lo a se manter no jogo. Preciso conversar com ele para entender o que aquilo significou. Nem cheguei a interpretar como algo ofensivo, estava concentrado na partida e, para mim, não foi um problema”, explicou Diniz.

Mesmo com o episódio, Loide teve participação importante nos pênaltis. Foi dele uma das cobranças que ajudaram o Vasco a avançar às oitavas, com vitória por 7 a 6 nas penalidades. O grande destaque, porém, foi o goleiro Léo Jardim, que pegou três cobranças e arrancou elogios de Diniz. O treinador chegou a citar o arqueiro como nome de peso para a Seleção Brasileira.

A atitude de Loide dividiu opiniões nas redes sociais, mas dentro do clube o foco é outro. Ninguém quer transformar o gesto em crise, e o próprio Diniz tratou de tirar o peso do momento, priorizando a preparação para os próximos jogos.

O Vasco volta a campo no sábado (24), às 18h30, contra o Fluminense, em clássico no Maracanã. A equipe chega embalada pela classificação. Quanto a Loide e seu gesto, a situação será resolvida internamente.