A derrota do São Paulo para o Fluminense no Maracanã pela 35ª rodada do Brasileirão por 6 a 0 não foi “só” uma goleada. Foi um reflexo da temporada e, especialmente, da gestão do clube. Um resultado diferente, talvez, serviria para “esconder” as falhas de alguns anos.
Não à toa, o jornalista da TNT Sport, Vitor Sérgio Rodrigues, fez o seguinte exercício de imaginação no próprio canal do YouTube. “Imagine, em 2005, falar para um torcedor do São Paulo que o primeiro brasileiro tetracampeão sairia em 2025 e que seria Palmeiras ou Flamengo”. Dificilmente, alguém acreditaria.
No entanto, é o que está para ocorrer. O São Paulo não conquistou o troféu restante e sequer chegou à decisão da Copa Libertadores desde 2005, quando foi tricampeão. O tempo passou e muitas coisas mudaram. No entanto, o ano de 2025 parece acabar com a paciência da torcida.
A diretoria do São Paulo, inclusive, deixou de mandar uma partida para o Morumbis na próxima rodada do Brasileirão com medo dos protestos, segundo informações. Nesta sexta-feira, o ambiente caótico teve entrevista coletiva do presidente Julio Casares.
Para além da goleada do Fluminense, três dirigentes de futebol deixaram o São Paulo: Carlos Belmonte, Nelson Marques Ferreira e Fernando Bracalle Ambrogi. O presidente Casares, porém, não tende a seguir o mesmo caminho, apesar de assumir culpa nos erros.
Confira as principais aspas:
“Eu me sinto parte integrante deste momento. A responsabilidade é coletiva. Do presidente, da diretoria, da comissão técnica e dos atletas. Em segundo lugar, eu tenho mandato. Acho normal a oposição fazer isso (pedir impeachment).
Hoje recebi apoio da coalizão. E tenho, sim, caminhos, porque tudo indica que faremos um belo balanço financeiro. O que nos dá envergadura para ter um 2026 como já foi no passado, com competitividade.”
Continuidade pós saídas
“Não teremos nenhum conselheiro (no departamento de futebol). O futebol será tocado por profissionais. Rui Costa e Muricy. Ele (Marcio Carlomagno) não assume como diretor de futebol. Em qualquer empresa, o CEO é o chefe de todos.”
Hernán Crespo
“Acredito que temos um caminho (para a permanência do Crespo), até porque o Crespo está participando de todo o planejamento de 2026. A expectativa é que ele fique.”
Luiz Gustavo
“Eu vejo com normalidade até a frustração do Luiz, que é a nossa frustração. É um grande profissional e acredito que a mensagem que mais tocou foi que ele não apontou A, B ou C. É uma questão coletiva.”