O português Pedro Caixinha, ex-treinador do Santos, está considerando acionar judicialmente o clube após ter sido demitido há duas semanas. O motivo deve-se a desacordos sobre o pagamento da multa rescisória do técnico. O comandante, que tinha contrato até dezembro de 2026, foi desligado unilateralmente pelo Santos, que registrou a rescisão no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF sem um acordo formalizado com o treinador.   

Os agentes de Caixinha exigem o pagamento integral da multa, estimada em aproximadamente R$ 15 milhões, até o dia 2 de maio. O Santos, por sua vez, propôs o parcelamento desse valor ao longo de três anos, alegando limitações financeiras. Diante da recusa inicial do treinador, o clube decidiu formalizar a rescisão e encaminhou o caso ao seu departamento jurídico.

A atitude brusca do Peixe aconteceu uma vez que o clube corria contra o tempo para registrar o seu novo treinador, Cléber Xavier. O técnico, que chegou ao Santos no início da semana, espera já comandar o time no duelo contra o CRB, marcado para amanhã (1), às 18h, na Vila Belmiro, pela Copa do Brasil. Caso Caixinha não fosse desvinculado no BID, Cléber Xavier não estaria apto para a partida.

Vale destacar que o contrato de Caixinha previa o pagamento da multa rescisória em até dez dias após a demissão. Com o impasse, o estafe do treinador aguarda o pagamento até a data estipulada, caso contrário, promete levar o caso à Justiça. O Santos, por sua vez, mantém a proposta de parcelamento e aguarda uma resposta definitiva do técnico português.