A tentativa do Santos de repatriar Jorge Sampaoli parece ter chegado ao fim. O técnico argentino, que comandou o clube em 2019, recusou a proposta para substituir Pedro Caixinha, demitido recentemente. A decisão foi tomada após uma análise detalhada do cenário atual do clube, incluindo questões políticas e estruturais.
Sampaoli até pretendia retornar ao Peixe, mas entendeu que o momento não é propício. Entre os fatores considerados pelo técnico estão a instabilidade política, a falta de recursos para reforçar o elenco e a ausência de autonomia total para implementar o seu estilo de trabalho. O treinador também ponderou sobre o desafio de assumir a equipe no meio da temporada, sem tempo hábil para implementar um estilo de jogo próprio.
A diretoria santista havia iniciado conversas com Sampaoli, mas deixou claro que o clube está em processo de reconstrução e não pretende fazer grandes investimentos no momento.
Em entrevista coletiva concedida nessa última terça-feira (16), o CEO do Santos, Pedro Martins, enfatizou que o novo técnico precisará se adaptar à realidade atual do Santos e contribuir para a construção de um projeto a longo prazo.
Com a recusa de Sampaoli, o Santos volta à estaca zero na busca por um novo comandante. Outros nomes como Tite, Dorival Júnior e Luís Castro também foram consultados, mas não demonstraram interesse em assumir o clube neste momento. A diretoria segue em busca de um profissional que aceite os desafios propostos e esteja disposto a trabalhar dentro das limitações atuais.
O nome de Fernando Diniz, que deixou o Cruzeiro no início da temporada, ganhou força nos bastidores. No entanto nenhuma conversa ainda foi iniciada.