O técnico do Real Madrid, Carlo Ancelotti, estava prestes a assumir o comando da Seleção Brasileiro visando a Copa do Mundo de 2026. No entanto, o acordo com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) foi interrompido devido a uma proposta financeira significativamente superior vinda da Arábia Saudita. 

Segundo o jornal britânico Daily Sports, o Al-Hilal ofereceu ao treinador italiano um contrato de três anos no valor de €150 milhões (cerca de R$ 960 milhões na cotação atual), equivalente a €50 milhões (R$ 320 milhões) por temporada, tornando-o o técnico mais bem pago da história do futebol.

A CBF havia proposto a Ancelotti um salário anual de aproximadamente €10 milhões (R$ 64 milhões), similar ao que ele recebe atualmente no Real Madrid. O plano era que ele assumisse o comando da Seleção em junho de 2025, antes dos amistosos contra Equador e Paraguai. Contudo, a exigência de Ancelotti de receber uma compensação financeira por deixar o Real Madrid antes do término de seu contrato em 2026 tornou-se um obstáculo. O clube espanhol recusou-se a pagar essa quantia, e a CBF não estava disposta a arcar com esse custo adicional .

Além das questões financeiras, Ancelotti expressou preocupações sobre a segurança no Brasil e a instabilidade política na CBF. Esses fatores contribuíram para a decisão do técnico de recusar a proposta brasileira. 

Com o não de Ancelotti, a CBF agora considera alternativas para o comando da Seleção. O português Jorge Jesus, atualmente no comando do Al-Hilal, é apontado como um dos principais candidatos para assumir o cargo.

Enquanto isso, o futuro de Ancelotti permanece incerto. Embora o seu contrato com o Real Madrid vá até junho de 2026, a proposta lucrativa da Arábia Saudita pode levá-lo a encerrar a sua segunda passagem pelo clube espanhol antes do previsto. O Real Madrid, por sua vez, já considera Xabi Alonso, atual técnico do Bayer Leverkusen, como possível substituto.