O ex-mandatário da CBF, Ednaldo Rodrigues, oficializou nesta segunda-feira (20) que não pretende mais retornar ao cargo de presidente da Confederação Brasileira de Futebol. A decisão, comunicada diretamente ao Supremo Tribunal Federal (STF), encerra qualquer possibilidade de recurso por parte do dirigente, que havia sido afastado por determinação judicial na semana passada.

Em petição enviada ao ministro Gilmar Mendes, relator do caso, Ednaldo disse que sua saída definitiva busca evitar mais turbulência no ambiente político da CBF. O ex-presidente não apenas abriu mão do posto como também garantiu que não participará da eleição, marcada para 25 de maio; nem apoiará qualquer nome na disputa.

O afastamento de Ednaldo ocorreu após a Justiça identificar indícios de falsificação na assinatura do ex-vice-presidente da CBF, Coronel Nunes, em um acordo que permitiu sua reeleição. Com a saída de Ednaldo, Fernando Sarney, então vice-presidente da entidade, assumiu interinamente a presidência.

O cenário se desenrola enquanto a Seleção Brasileira se prepara para novos desafios sob o comando do treinador italiano Carlo Ancelotti. Apesar da mudança na cúpula da CBF, a diretoria interina reafirmou a permanência do técnico, que assumirá de forma definitiva após concluir o seu ciclo no Real Madrid.

A saída definitiva de Ednaldo Rodrigues sinaliza uma tentativa de colocar fim ao impasse institucional que marcou os últimos meses da CBF. A expectativa agora é que a eleição traga um ambiente mais estável e menos judicializado para os bastidores do futebol brasileiro.