A relação entre os principais clubes do país e a CBF estremeceu nesta semana. Vinte equipes das Séries A e B anunciaram, em conjunto, que não vão participar da eleição marcada para este domingo (25), que definirá o novo presidente da entidade. Em nota oficial, os clubes alegam que não concordam com o formato atual da votação e pedem por mudanças profundas no sistema de escolha.
Assinam o manifesto: América-MG, Athletico-PR, Atlético-GO, Botafogo-SP, Chapecoense, Corinthians, Coritiba, Cruzeiro, Cuiabá, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Goiás, Internacional, Juventude, Mirassol, Grêmio Novorizontino, Santos, São Paulo e Sport. Para esse grupo, o processo precisa ser mais equilibrado e justo, com maior participação dos próprios clubes nas decisões que afetam diretamente o futuro do futebol brasileiro.
A eleição acontecerá na sede da CBF, no Rio de Janeiro, e tem apenas um candidato: Samir Xaud, atual presidente da Federação de Roraima. Ele conta com apoio da maioria das federações estaduais e de uma parcela menor dos clubes. Já Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol, que chegou a ser cogitado como nome alternativo, acabou fora da disputa por não atingir o número mínimo de federações necessárias para se candidatar.
O principal ponto de atrito é o peso dos votos. Atualmente, cada federação estadual tem peso três, enquanto os clubes da Série A valem dois e os da Série B, apenas um. Isso significa que, mesmo com a maioria dos clubes insatisfeitos, as federações ainda têm poder para decidir a eleição. Para os dirigentes, isso reduz a representatividade e afasta os clubes das decisões mais importantes.
Por meio de uma nota oficial divulgada na manhã desta quinta-feira (11), os clubes comunicaram a decisão de não comparecer ao pleito. Confira:
“SEM CLUBE NÃO TEM FUTEBOL
O futuro do futebol brasileiro precisa ser pautado pela democracia, transparência e representatividade.
Neste domingo, haverá eleição para o próximo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), mas não compareceremos à votação por discordarmos do processo vigente.
Estaremos prontos para conversar com a nova gestão, a partir da próxima semana, para que juntos possamos debater como mudar o processo eleitoral e outras demandas dos clubes em prol de um futebol cada vez melhor”.