Uma relação complexa entre Gustavo Scarpa e Jorge Sampaoli segue dando o que falar no Atlético-MG. No empate por 1 a 1 com o Flamengo, o camisa 10 permaneceu no banco de reservas sem ser utilizado, levando o técnico argentino a justificar a decisão com base nas características táticas exigidas pelo jogo.
Sampaoli foi enfático ao explicar que a partida demandava “outro tipo de jogador”, optando por não acionar o meia mesmo com a necessidade de buscar o resultado. Esta não é a primeira vez que Scarpa fica relegado ao banco sob o comando do argentino, levantando questões sobre seu futuro no clube.
Em suas declarações pós-jogo, o treinador aproveitou para traçar diretrizes ambiciosas para a próxima temporada. Sua fala sobre a necessidade de “trazer jogadores importantes” que “estejam à altura do time” sugere que o Galo pretende investir pesado na próxima janela. Ao mesmo tempo, isso pode indicar que Scarpa não faz parte dos planos de longo prazo do time.
Sampaoli reconheceu que o time esteve “perto do rebaixamento” em ambos os anos de sua gestão, apesar de também ter alcançado finais continentais. Dessa forma, o técnico demonstrou consciência sobre a necessidade de corrigir a inconsistência que marcam o projeto.
A declaração sobre “tentar fazer um time forte” indica uma mudança de filosofia, possivelmente sinalizando que o Atlético-MG buscará contratações mais impactantes para 2026. Tal reflexão contrasta com o perfil de Scarpa, cuja irregularidade pode não se alinhar com a nova diretriz proposta por Sampaoli. O Galo volta a campo no domingo (30), quando visita o Fortaleza.