O técnico italiano do Real Madrid, Carlo Ancelotti, segue enfrentando um julgamento na Espanha sob a denúncia de crime fiscal. Ele é acusado de omitir cerca de 1 milhão de euros referentes a direitos de imagem entre os anos de 2014 e 2015, época da sua primeira passagem pela equipe merengue.

A procuradoria pede uma pena de quase cinco anos de prisão e multa de 3 milhões de euros, alegando que os direitos de imagem recebidos pelo treinador eram provenientes de outros países, com a clara intenção de burlar o fisco espanhol.

Durante o seu depoimento, concedido nesta quarta-feira (2), para o Superior Tribunal de Justiça de Madri, Ancelotti negou conhecimento de qualquer irregularidade. Na audiência o italiano declarou que apenas seguiu o modelo proposto pelo clube e que seu foco era receber o valor líquido combinado em contrato.

“Só estava preocupado com os 6 milhões de euros em três anos. Nunca tomei conhecimento de que algo não estava correto. Não recebi qualquer notificação do Ministério Público dizendo que eu estava sendo investigado”, revelou Ancelotti.

“Quando o Real Madrid me fez essa proposta, entrei em contato com o meu representante inglês e não voltei a falar do assunto, porque tudo me pareceu correto. Não pensei que fosse fraude. Mas, se estou aqui hoje, é porque as coisas não foram assim tão legítimas”, concluiu o treinador.

A defesa de Ancelotti ainda sustenta que, em 2015, o treinador não morou tempo suficiente na Espanha para ser considerado residente fiscal, já que deixou o comando do Reql Madrid em maio daquele ano e passou somente 155 dias no país – abaixo do limite permitido de 183 dias.