Quem acompanhou os confrontos do Super Mundial de Clubes da FIFA de forma mais atenta notou uma ausência bem importante. Não é de Cristiano Ronaldo, Barcelona, ou qualquer outro jogador/clube. Trata-se das mensagens de apoio à diversidade e antidiscriminação.
Diversas organizações humanitárias ao redor do mundo se pronunciaram em relação à atitude da FIFA. Acredita-se nos bastidores que a entidade deixou de expor as bandeiras e banners por conta da relação do Presidente Gianni Infantino com o Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump.
Pautas relacionadas ao apoio diversidade não são as reais prioridades de Trump. Pelo contrário, o Presidente dos EUA, anunciou o fim dos programas de incentivo à diversidade, equidade e inclusão (DEI, na sigla original). Sem contar que, em diversos manifestos, fez declarações discriminatórias.
Nas últimas competições organizadas diretamente pela FIFA, como a Copa do Mundo de Seleções masculina e feminina, foi possível ver as mensagens de forma constante. “Não ao racismo” e “Não à discriminação”. No Super Mundial de Clubes, porém, o que se vê somente é: “Futebol une o mundo.”
Críticas
Organizações como a HRSA (Aliança pelos Direitos Humanos no Futebol, em português), a Fare network (Inlusão social e anti-discriminação no Futebol, em português), e a Kick it out (Mande isso embora) se manifestaram. A FIFA ainda não.
“Esperamos que a ausência de mensagens não seja um precursor para o mesmo padrão na Copa do Mundo, no ano que vem. A Fifa é uma organização global que deveria ser consistentes com os valores, independente do país em que organiza uma competição. Se a Fifa mandou uma mensagem forte na Rússia, no Qatar e na Nova Zelândia e Austrália, então deveria fazer o mesmo nos EUA. Isso é um problema no futebol, independente da administração que governa o país-sede”, presidente da HRSA (Aliança pelos Direitos Humanos no Futebol), Evan Whitfeld.