A poucos dias de assumir de forma oficial o comando da Seleção Brasileira, o treinador Carlo Ancelotti viu o cenário na CBF mudar drasticamente. O italiano foi informado sobre o afastamento do presidente Ednaldo Rodrigues, responsável por articular a sua contratação, mas deixou claro que a turbulência política não vai alterar os planos: o técnico pretende cumprir o acordo firmado com a entidade.
A decisão que removeu Ednaldo da presidência foi tomada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, sob suspeitas de irregularidades em um contrato, que reforça o seu poder na confederação. Entre os pontos questionados encontra-se uma possível assinatura falsificada do ex-vice-presidente da CBF, Coronel Nunes, que está com a capacidade cognitiva comprometida, desde 2023, em razão de um câncer no cérebro.
Mesmo diante desse cenário, os dirigentes que seguem à frente da CBF garantem que o projeto com Ancelotti está mantido. Fernando Sarney, que assumiu a presidência de forma interina, afirmou que o contrato com o técnico é institucional – ou seja, independente de quem esteja no comando. O compromisso segue válido, com o italiano chegando ao Brasil após encerrar a temporada no Real Madrid, com data prevista para 26 de maio.
A escolha de Ancelotti para liderar o Brasil até a Copa de 2026 foi uma aposta pessoal de Ednaldo, que buscava um nome experiente para recolocar a Seleção no caminho dos títulos. Com a saída do dirigente, surgiram dúvidas nos bastidores, mas tanto a comissão técnica quanto a cúpula atual da CBF tratam de minimizar qualquer risco de mudança.
Enquanto o cenário político se desenrola, a Seleção segue se preparando para os próximos compromissos nas Eliminatórias. Com Ancelotti confirmado, o foco passa a ser o campo – e os desafios contra Equador e Paraguai, que serão os primeiros testes da nova comissão técnica em busca do hexa em 2026.