Em julho de 2023, às vésperas de cair para a Série B do Campeonato Brasileiro, o Santos se reforçou com o zagueiro João Basso. O jogador deixava o Arouca, de Portugal, com a missão de contribuir para a permanência do clube da Vila Belmiro. No entanto, não deu certo.

O motivo, claro, não esteve ligado a João Basso. O próprio zagueiro, aliás, aceitou uma redução salarial em 2024 para conter os gastos do Santos na Série B. À época, quem estava na gestão do clube era Andrés Rueda. A contratação do defensor girou na casa dos R$ 17 milhões.

No acordo com o Arouca, o combinado era do pagamento em parcelas. Contudo, o Santos quitou apenas a primeira, de R$ 500 mil, e ficou em dívida. Hoje, segunda-feira (12), quase dois anos e meio depois, a FIFA e a Corte Arbitral do Esporte (CAS) intervêm no caso.

O Santos tem 45 dias para desembolsar R$ 16,5 milhões ao Arouca. Caso o contrário, sofrerá um transfer ban. Punição por um jogador que, em 2025, atuou em somente 12 jogos e marcou um gol. Em toda a passagem pelo clube da Vila Belmiro, são 34 aparições apenas e um empréstimo ao Estoril Praia, de Portugal.

João Basso não entregou o que a antiga gestão e comissão técnica esperava. Além disso, o “novo” Santos buscou reforços para a defesa e o jogador perdeu espaço. Em contato com o ge, a diretoria do clube disse: “Mais um exemplo de ‘herança maldita’ de gestões passadas.”