Uma tempestade se forma sobre o Monumental de Núñez, colocando o River Plate em uma encruzilhada histórica. O clube não apenas enfrenta a possibilidade real de ficar de fora da Libertadores de 2026, como também se prepara para uma reformulação profunda em seu elenco.

A última rodada do Torneio Clausura, no próximo domingo, representa a última chance direta de escapar desse cenário sombrio, dependendo de uma vitória própria e de um favor do Estudiantes. Caso não consiga a classificação, a equipe terá que encarar a árdua missão de vencer o segundo torneio nacional de 2025 para garantir sua vaga continental.

Enquanto essa incerteza esportiva paira, a diretoria já planeja uma drástica limpa no plantel, indicando uma transição forçada para um novo ciclo. Vários nomes de grande identificação com a torcida aparecem na lista de possíveis saídas, sinalizando o fim de uma era.

O atacante Facundo Colidio, anteriormente cotado no Flamengo, lidera a relação de jogadores que devem deixar o clube. Junto a ele, veteranos como Nacho Fernández, Casco e Enzo Pérez, pilares de conquistas passadas, também seguem o mesmo caminho. A situação se estende a Pity Martínez, ídolo da Libertadores de 2018, e a Miguel Borja, cujo desempenho tem sido alvo constante de críticas.

A zaga também passará por mudanças, com Paulo Díaz e Federico Gattoni cotados para sair após atuações abaixo do esperado. O clube aposta no rejuvenescimento do grupo e um ajuste financeiro, marcando um recomeço necessário após uma fase de instabilidade.

O técnico Marcelo Gallardo terá o desafio de reconstruir a equipe sob nova filosofia. Inclusive, o plano de reforços já está traçado. A prioridade do River é em quatro posições específicas: lateral-esquerdo, meia central, meia ofensivo e atacante.